O nazista do elevador

Há pouco mais de dois meses me mudei para um apartamento na Vila Madalena, um pouco menor que o antigo, apesar de mais caro. Nos primeiros dias mal descansei com as mudanças e pude assim escapar da infelicidade de travar-me com os vizinhos. Certo dia o infortúnio escolheu-me e não pude evitar uma conversa –... Continuar Lendo →

Será que já abriu?

“Será que já abriu?” – diz um jovem a outro. Estão parados na esquina, um deles escorado no poste, outro a ajeitar, repetidas vezes, o cabelo. A lua quente dá um ar calmo ao bairro, feriado, não há jogo do Corinthians. Um carro dobra velozmente o caminho, um gato foge assustado. Gato preto é sinal... Continuar Lendo →

A vitrola

Paz absoluta no Reino dos Soares. Um riso silencioso ecoa na mente do respeitável monarca. Marcelo debruçado sobre a pequena escrivaninha repleta de papéis, estes repletos de números, revisa os últimos cálculos contendo-se para não pular de felicidade. Finalmente ele o teria! Já se pode ver-se sentado em sua poltrona de olhos fechados, o jazz... Continuar Lendo →

O galanteador de olhos

Ele adentrou no recinto usando um chapéu daqueles que seu bisavô usava quando visitava o mesmo lugar, muitos e muitos anos atrás. Antes um cabaré, agora uma casa noturna – mudam-se os rótulos, mas nunca os adjetivos. Poderia dizer que a entrada de uma figura tão antiquada, entretanto misteriosamente charmosa, chamaria a atenção de todos,... Continuar Lendo →

Onze horas

São quase onze horas. A chuva crespa o chão noturno limpando a decomposição diária, decomposição dos corpos e da mente daqueles que pela cidade vivem. E na típica figura do homem inconformado pela própria conformação tal som ébrio é o alívio dos sentimentos reclusos. É momentaneamente deixar de lado os pensamentos não-pensados. O escorrer da... Continuar Lendo →

A crônica de uma vida crônica

Nasci. Que maçada! Agora tenho que respirar por conta, me alimentar por conta. E o mais estranho, até penso em visitar o médico, pois de fato me preocupa, blocos gosmentos e fedidos saem de trás, sempre seguidos de coceira e ardências, os grandes ficam nervosos, até deixam de me falar com vozes engraçadas e falam... Continuar Lendo →

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑